Universidade estuda uso de fibras naturais em projetos sustentáveis

Um estudo da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, concluiu que fibras têxteis naturais persistem nos sedimentos dos lagos durante mais de um século. Intitulado Natural fibers in lakes: A 150-year sedimentary perspective on persistence e publicado na revista iScience na edição de março, indica que a degradação parcial desses filamentos pode acelerar a libertação de químicos nocivos para o ambiente.

O grupo liderado por Thomas Stanton, professor no departamento de geografia e ambiente da universidade, analisou uma amostra sedimentar de 150 anos recolhida no Lago Rudyard, em Staffordshire. O lago situa-se a menos de cinco quilómetros de Leek, uma cidade industrial que foi um importante centro da indústria têxtil britânica.

Foram recuperados cinco tipos de fibras – algodão, lã, poliéster, acrílico e poliamida – depositadas entre 1876 e 2022. O algodão foi a mais prevalente, em que representa 70% do total das fibras encontradas. Todas as regeneradas antes de 1979, com duas exceções, foram identificadas como algodão ou lã.

Esses resultados levantam questões sobre estratégias de sustentabilidade que apresentam fibras naturais como alternativa direta às fibras de plástico.

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