China tem papel principal na descarbonização da indústria têxtil

O relatório Landscape and Opportunities for the Decarbonization of China’s Textile and Apparel Manufacturing Sector, produzido pelo Apparel Impact Institute (Aii) em colaboração com o Development Finance International, aponta que a descarbonização da indústria têxtil e do vestuário chinês depende de um investimento mínimo de cerca de US$ 40 bilhões até 2030 para alcançar uma redução de 50% das emissões de gases com efeito de estufa.

Responsável por mais de 30% das exportações globais de vestuário, a China concentra aproximadamente 44 mil empresas que atingem em um volume de negócios anual superior a US$ 2,8 milhões e que dispõem de capacidade imediata para tomada de decisões, mas enfrenta dificuldades na implementação prática das metas climáticas. Segundo o documento, divulgado em dezembro do ano passado, “apesar de a ambição climática ser elevada, a implementação continua desigual”.

Embora o país tenha definido metas para atingir a neutralidade carbónica até 2060 e alcançar o pico de emissões antes de 2030, o relatório conclui que a descarbonização não ocorre na escala necessária. Os autores mostram que fabricantes enfrentam obstáculos persistentes no acesso a financiamento adequado, apoio técnico e ferramentas de planejamento, em um contexto de crescente pressão regulatória interna e internacional.

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