Sinditêxtil-SP debate competitividade e futuro da indústria em reunião de Diretoria
A Diretoria e o Conselho Consultivo do Sinditêxtil-SP estiveram reunidos, em 30 de julho, em sua sede, na capital paulista, para discutir estratégias do setor têxtil frente aos desafios econômicos e tecnológicos. Conduzido pelo presidente do Sindicato, Luiz Arthur Pacheco, o encontro abordou temas fundamentais para a manutenção da competitividade das empresas paulistas, como a articulação pela renovação do crédito outorgado, o acompanhamento das discussões sobre a escala de trabalho 6×1 e os impactos da “taxa das blusinhas” no equilíbrio concorrencial do mercado interno.
Durante a reunião, o economista da entidade, Haroldo Silva, apresentou um panorama detalhado da conjuntura setorial. Os dados revelam um cenário de alerta para o estado de São Paulo: a produção de vestuário registrou queda de 8,3% no período de janeiro a maio de 2026, enquanto as importações de vestuário saltaram 30,3% no primeiro semestre do ano. Em âmbito nacional, as projeções para o fechamento de 2026 indicam um saldo negativo de mais de 10,8 mil postos de trabalho formais na cadeia têxtil e de confecção.
O evento contou com a participação especial de Ricardo Terra, Diretor Regional do SENAI-SP, que ministrou a palestra “Fatores que estão moldando o futuro da indústria”. Ele destacou como o envelhecimento da população, o encurtamento dos ciclos tecnológicos e as mudanças no mercado de trabalho exigem uma reconfiguração produtiva urgente. Segundo o especialista, o foco das empresas deve estar na produtividade, descarbonização e no uso estratégico da Inteligência Artificial para transformar a indústria.

A agenda de competitividade discutida reforçou pilares como a redução de custos de produção, o combate ao comércio ilegal e a necessidade de preparar os trabalhadores para a Indústria 4.0. Dados apresentados mostram que 64,4% dos trabalhadores do setor têxtil paulista possuem ensino médio completo ou superior incompleto, evidenciando o espaço para o avanço da qualificação técnica.
A gerente de Comércio Exterior e Assuntos Regulatórios do Sinditêxtil-SP, Patricia Pedrosa, detalhou os números de Comex e a agenda internacional da entidade. Apontou que as exportações paulistas do setor têxtil e de confecção recuaram 17,1% no primeiro semestre de 2026, enquanto as importações totais no estado cresceram 7,9% em volume. Um ponto de atenção especial foi o volume de remessas internacionais via e-commerce, que atingiu o patamar recorde de 28,4 milhões de encomendas em junho de 2026, sendo o vestuário uma das categorias mais compradas nessas plataformas.
O encerramento da reunião foi marcado pela homenagem póstuma a Ricardo Haydu, grande entusiasta do setor têxtil e falecido em 14 de julho. Pacheco destacou que Haydu foi um dos principais incentivadores de sua trajetória na liderança do Sindicato. Assista ao vídeo da homenagem:
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